sou mamãe moderna, leio livros de puericultura (alguém ainda diz isso?), acredito no poder do diálogo e na finada tracy hogg.
acontece que crianças testam os limites e vão até o fim. quando a minha nem andava ainda, começou com a mania do tapa na cara. se ria muito da minha quando vinha com a mãozinha remelenta dar com força.
nas primeiras vezes nem soube o que fazer além de suar frio, nas segundas conversei, expliquei, me esforcei (deus sabe o quanto). a danada parece que cada dia gostava mais de me safanar e nenhum diálogo a fazia parar com aquilo. então um dia, depois de muito apanhar, fiz o óbvio: devolvi, um sonoro e bem dado tapa na carinha. ela ficou tão surpresa que demorou alguns segundos pra chorar, um chorinho sentido e comprido, meu coração despedaçou. quase chorando junto, mas firme, disse-lhe do desagrado de apanhar na cara, e parece que dali pra frente tudo fez sentido.
a cena jamais se repetiu e dessa eu aprendi que um tapinha dói, mas ensina que é uma beleza.